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História

A Igreja Metodista Livre (nos Estados Unidos - Free Methodist Church) surgiu em 23 de agosto de 1860, em Genessee, Estado de Nova York, EUA. O grupo presente à fundação era composto de 15 pastores e 80 leigos que clamavam contra a falta de espiritualidade e as injustiças sociais de seu tempo, enquanto buscavam preservar o ensino da santidade conforme ensinou o Rev. John Wesley, grande avivalista do século XVIII e precursor do movimento Metodista.

Desde o início foram tomadas atitudes firmes e corajosas pelos fundadores para possibilitar um testemunho fiel, verdadeiro e santo.
a) Foram adotadas regras proibindo que os membros comprassem, vendessem ou possuíssem escravos.
b) Foi dada a oportunidade para que leigos participassem na pregação, testemunho, exortação, cânticos e expressões de louvor durante o culto - coisa impensada na época.
c) Insistiu-se que a liberdade na adoração fosse mantida sob a inspiração e controle do Espírito Santo.
d) Determinou-se que nenhum banco da Igreja fosse alugado, como era comum naquela época. Esta atitude deu liberdade e incentivo para que os pobres participassem dos cultos.

Foi proibido aos membros participar de sociedades que exigissem votos de sigilo, como a Maçonaria, pois os metodistas livres preferem manter-se livres para seguir a vontade do Senhor em tudo.

O principal líder da fundação da Igreja Metodista Livre, Rev. Benjamim Titus Roberts, organizou fazendeiros em espécies de sindicatos/cooperativas, a fim de que eles conseguissem ter os mesmos direitos das grandes corporações. Ele também escreveu um livro sobre administração econômica para benefício das pessoas comuns.

Logo de início foram criados lares para: idosos, órfãos e crianças abandonadas; um hospital e uma casa de auxílio a mães solteiras - sempre procurando levar tanto a palavra de salvação como o cuidado amoroso do evangelho verdadeiro. E, para garantir a expansão do ensino, do evangelismo e da educação cristã, foram criados vários colégios, além de seminários e uma editora para imprimir nossos livros, periódicos, literatura e o currículo para a Escola Dominical, tudo isto nos Estados Unidos.

Um reconhecimento sem precedentes foi dado aos direitos femininos, tratando-se as mulheres como elas merecem: com igualdade. Pois Cristo mesmo restaurou a relação original de igualdade dos sexos. Fomos uma das primeiras denominações a admitir mulheres nas esferas de comando da Igreja, inclusive como pastoras!

O zelo evangelístico marcou o avivamento que a Igreja Metodista Livre implementou em meio ao Movimento de Santidade. Aliado ao zelo evangelístico, não se desprezou a principal ênfase doutrinária do metodismo histórico: a experiência da inteira santificação que promove a santidade cristã de coração e de vida prática, atingível nesta vida e extensiva a todos os cristãos. E isto não foi só uma forma de doutrina apenas de palavras, mas os metodistas livres adotaram para si mesmos regras de conduta que demonstravam os resultados de um coração purificado, de crescimento espiritual constante e de vida disciplinada.

Metodista Livre no Brasil
Em 1928, o pastor japonês Massayoshi Nishizumi, carinhosamente chamado de "Daniel", vendo tantos japoneses emigrando para o Brasil, resolve vir também e evangelizar seus patrícios. No entanto, naquele momento nem a Junta Missionária americana nem a Igreja no Japão podiam oferecer apoio financeiro. Então, impelido pelo Espírito Santo, o Pr. Nishizumi resolveu vir com recursos próprios, contando apenas com o apoio de Eva Millikan, uma missionária radicada no Japão desde a morte de seu marido, que havia evangelizado e patrocinado a formação pastoral de Daniel Nishizumi.

Antes do pastor Nishizumi, outro metodista livre japonês, colportor da Sociedade Bíblica do Japão, veio para o Brasil em 1927, era Yoshitaru Fujita. Mais tarde vieram também Yoshikazu Wada e o coreano Shoh Koh Cho, para ajudarem o pastor Nishizumi. Seiiti Simizu e Sukeiti Ono vieram em resposta à um apelo de Nishizumi, que fora ao Japão e solicitara missionários ao Brasil. Em 1934, Hiroyuki Hayashi vem ao Brasil com a família e se estabelece na Amazônia. Lá contraiu malária e foi “obrigado” a vir para São Paulo, onde se fixou como dentista. E, por “coincidência”, recebe como cliente um certo dia a Daniel Nishizumi.

Só que neste momento, o Pr. Nishizumi estava desmotivado para continuar o trabalho missionário, devido a falta de apoio de seus superiores e já não tinha tanta convicção de que devia organizar uma Igreja. Após um longo tempo de orações e de insistência por parte do Dr. Hayashi, em 01.11.1936, todos os metodistas livres japoneses das famílias Yamada, Katayama, Maruyama, Watanabe e os missionários citados acima, iniciaram oficialmente um trabalho metodista livre, no refeitório do consultório dentário do Dr. Murakami, amigo do Dr. Hayashi, à Rua Conde de Sarzedas, 40. Assistiram ao culto 21 pessoas. A partir de então, Deus foi abençoando e muitas vidas foram ganhas entre os imigrantes japoneses.

Em 1935 os pastores Daniel Nishizumi e José Emílio Emerenciano, da Igreja Holiness, se conheceram e se tornaram grandes amigos. O Pr. Emerenciano passou a acompanhar os encontros do Rev. Nishizumi com os missionários americanos, atuando como intérprete, pois falava tanto o inglês como o japonês.

Estiveram no Brasil em 1940 os missionários E.E. Shelhammer, B.H. Pearson e o Secretário Executivo da Junta Missionária, Pr. H.T. Johnson. Mais tarde o Pr. H. T. Johnson volta ao Brasil trazendo o Bispo Mark Ormüston e Rev. Byron Lamson, os quais visitaram as regiões do Jabaquara, Moema e Santo Amaro acompanhados dos pastores Nishizumi e Emerenciano e também de Dona Irene, para fazerem planos quanto ao futuro do trabalho entre os brasileiros. A Igreja Metodista Livre tinha nesta ocasião 60 membros.

No entanto, estoura a 2a Guerra Mundial e os projetos ficam parados devido a dificuldade de fazer reuniões com os japoneses, cujo país agora era inimigo de Estados Unidos e Brasil.

Em 1945 o trabalho só entre japoneses chega a 80 membros. Em 1946, acabada a Segunda Guerra Mundial, o Bispo Ormüston retorna ao Brasil, por volta do mês de março, acompanhado do então Secretário Executivo da Junta Missionária, Pr. Byron Lamson. Foram feitos planos para enviar missionários americanos a São Paulo e estabelecer o escritório da Missão Metodista Livre. Em contato com Nishizumi e Emerenciano, eles decidem convidar o Pr. Emerenciano para que este abra um trabalho entre os brasileiros, ao que ele aceitou prontamente. Para ajudá-lo, vêm para o Brasil em junho de 1946 as missionárias Lucile Damon e Hellen Voller. A srta. G. Lucile Damon foi a tesoureira da missão e teve como sua principal responsabilidade trabalhar na nova Igreja a ser organizada entre os brasileiros, ficando encarregada do trabalho com crianças e jovens. Helen L. Voller representou a autoridade da missão nos métodos e materiais de flanelógrafo, pois possuía uma excelente coleção de histórias para flanelógrafo. Ela adaptou a coleção com grande sucesso e treinou brasileiros para utilizá-las. Muitos pastores nikkeis e suas esposas se tornaram hábeis no uso do flanelógrafo. Esse método atraía grande assistência nas escolas dominicais, cultos públicos, Escolas Bíblicas de férias, cultos ao ar livre e cultos em lares.

Em meio a todo este movimento ocorre a súbita morte do Rev. Massayoshi Nishizumi, atropelado ao descer do bonde no dia 26 de junho de 1946.

Em 07 de setembro de 1946 foi iniciado o trabalho metodista livre na casa do Pr. Emerenciano, à Rua dos Jacintos, 43, Vila Mariana. Mais tarde, a Missão Metodista Livre comprou um terreno na Rua das Rosas, Mirandópolis, escolhido pelo Missionário Harold Ryckman e pelo Pr. Emerenciano, embora seja todo de Lucile Damon o crédito pela negociação para a aquisição dessa propriedade. O Rev. Harold Ryckman era um excelente construtor e, embora morasse no Paraguai supervisionou a construção do prédio de escritórios. Ele era o superintendente do trabalho missionário Metodista Livre na América do Sul, dividindo seu tempo entre o Brasil e o Paraguai.

Terminada a construção, foi organizada oficialmente a primeira Igreja Metodista Livre entre os brasileiros. A partir de então, a Igreja Metodista Livre cresce muito, nas duas alas: japonesa e brasileira. Em 1947 ocorreu um grande avivamento espiritual entre pastores e leigos. Nas reuniões de oração as pessoas ficavam cheias do Espírito Santo, recebendo a inteira santificação.

Em 1948 o trabalho é organizado como “Concílio Missionário Brasileiro”. Neste mesmo ano chega ao Brasil o casal de missionários James e Mary Junker. E o prédio em Mirandópolis é concluído e os cultos passam a ser realizados ali.

Vários missionários americanos começam a chegar para auxiliar no trabalho de divulgação do evangelho no Brasil. Em 1950 chega o casal Harold e Evely Ryckman, e Donald e Elda Bowen.
Em 1952 a missão compra um terreno em Mairiporã para ali instalar a nossa Faculdade, visto que os candidatos ao ministério estavam sendo formados nas Faculdades da Igreja Metodista do Brasil e da Igreja Presbiteriana Independente. Com isso o Rev. Ryckman passa a residir em São Paulo para dar início à construção dos prédios.

De 46 a 53 há um extraordinário crescimento de 270%, chegando-se a 295 membros. Em razão do crescimento, em 1954 foi organizado o “Concílio Provisional da América do Sul”, com a presidência do Secretario da Missão para a América Latina, Rev. Edmur Snyder. Este novo Concílio Provisional envolvia as alas japonesa e brasileira, no Brasil, e os trabalhos no Paraguai. Neste mesmo ano inicia-se a construção do prédio para uma escola, em Mirandópolis.

Em setembro de 1955 chegou o casal Carol Wesley e Mary King. Eles passaram o primeiro ano em Campinas, estudando língua e cultura brasileiras.

De 80 membros em 1945, chegou-se a 1955 com 1.700 membros – 1.125% de aumento em 10 anos, uma média de 112,5% ao ano! Esse período de crescimento se estendeu até 1966.

Em 1956 o prédio da Escola Americana é concluído e suas aulas têm início sob a direção da missionária Helen Voller. Nesse mesmo ano se iniciam, em caráter provisório, as aulas da Faculdade de Teologia nas dependências da Escola Americana.

Em 1957, terminada a construção dos prédios em Mairiporã, é fundada a “Faculdade de Teologia da Igreja Metodista Livre”, tendo o missionário Donald Bowen como Reitor e o Rev. King como Deão, os King também foram dar aulas no recém formado Seminário. Logo viram a necessidade de ter uma Igreja Metodista Livre na cidade católica de Mairiporã, pois ali tinha apenas uma Congregação Cristã do Brasil e nenhum outro grupo evangélico. O Concílio os designou para plantar uma Igreja em Mairiporã em 1958. Começaram os cultos num cinema desocupado após alugar e reformar o prédio: domingo de manhã em japonês e à noite em português.

Neste ano (58) chegam os missionários Clarence e Elizabeth Owsley, os primeiros missionários evangelistas da Missão no Brasil, vindos da Sociedade Missionária Oriental. Foram designados para a Igreja de Mirandópolis no ano de 1959, desenvolvendo cultos ao ar livre (Praça da Árvore) nos domingos e visitas nos lares. Em seu ministério ali viu a conversão dos jovens Expedito Vicente Calixto e Marlene Obara – que ainda não era casada com o Dr. Obara.

Em 16 de julho deste ano (58) chegam os missionários Clancy Thompson e sua esposa Doris. Vieram de navio, o USS Argentina. Até setembro de 1959 permaneceram na Escola de Língua e Orientação, em Campinas.

Em 1959 os King levantaram dinheiro e compraram um terreno espaçoso com lojas na praça principal bem na entrada da cidade de Mairiporã. Foi uma luta conseguir o direito de limpar uma parte do terreno a fim de construir um salão adequado. Os irmãos organizaram a Igreja em agosto deste ano com 13 membros: 10 japoneses, 1 brasileiro e 2 americanos. Mais tarde o templo definitivo foi construído.

Ainda em 1959 chegam os missionários Roy Kenny e sua esposa Doris. Na verdade os Kennys chegaram ao Brasil em outubro de 1955, como missionários da Igreja do Movimento de Santidade. Foram trabalhar em São José do Rio Preto e Neves Paulista. Em 1959 sua Igreja uniu-se à Metodista Livre e o casal permaneceu em Neves Paulista recebendo ajuda de uma jovem metodista livre chamada Midori Ono. Em seu ministério em Neves Paulista a família do Luís Roberto da Silva, se converteu – o Luís tinha uns 12 anos na ocasião.

Em 1960 os Owsleys foram designados para trabalhar em Neves Paulista, onde pregavam nos sítios e moradias de trabalhadores dentro das fazendas de café. O Pr. Owsley chegava a pregar quatro vezes no mesmo dia. E a Dona Beth dava aulas de religião numa escola pública para uma classe de 20 a 30 alunos, que depois chegou a 70 e, por fim, todas as crianças da escola, os professores e funcionários estavam assistindo. Por duas ou três vezes eles apresentaram a palavra de Deus com slides para uma assistência de 400 pessoas.

Enquanto isto os Thompsons trabalhavam em Atibaia, com jovens da Cooperativa Japonesa daquela cidade, dando aulas de religião no Ginásio Estadual e no Grupo Escolar, dirigindo estudos bíblicos em casa com os estudantes do Ginásio, ajudando na Escola Americana em Mirandópolis.

De janeiro de 1961 a dezembro de 1962 o Pr. Thompson pastoreou Mairiporã, administrou a propriedade da Faculdade e deu aulas na mesma. Enquanto isto os Kennys retornam dos Estados Unidos e iniciam um trabalho no Rio de Janeiro, no Meyer.

Em 1962 chegam os missionários James Mannoia e sua esposa Florence. O Rev. Mannoia serviu como Reitor do Seminário e ajudou a iniciar a ala em português do Conciilio Nikkei. Trabalhou no estabelecimento da IMeL de Santo Estevão, em Diadema. Permaneceu no Brasil até 1970, quando voltou aos Estados Unidos.

Os Kennys, em 1963, foram designados para Vila Galvão, Guarulhos, construindo o Templo e salas para a Escola Dominical e iniciando o trabalho em Jardim Pinhal, usando a casa do Pr. Mário Adachi, que na ocasião era novo convertido. Após alguns meses, uma tenda de lona foi montada no quintal do casal Tereza e Luís Pires, o qual também se tornou pastor e hoje já está na glória. Em sua casa ministraram os missionários Roy Kenny, James Manoia e Lucile Damon, que se admiraram da iniciativa, considerada arrojada naquele momento. Com o progresso do trabalho, os missionários Roy Kenny e Lucile Damon decidiram construir o “tabernáculo” num terreno emprestado pela Prefeitura, onde hoje é a Praça do Povo. No momento da montagem do tabernáculo contaram com a ajuda do missionário Clancy Thompson. Durante o ano de 1963 o Pr. Roy Kenny acumulou a função de Superintendente da ala brasileira.

Ainda em 1963, o trabalho do Rio de Janeiro foi passado para a Igreja Metodista Ortodoxa. E em Mairiporã um tabernáculo foi erigido – o primeiro de uma série de tabernáculos portáteis que eram usados para iniciar novas Igrejas. O Sr. Roy Kent e sua família foram recebidos em Mairiporã para ajudar na construção do tabernáculo.

Em 1964 o Concílio Provisional da América do Sul é elevado a “Concílio Anual Sul-Americano”, ainda com as 3 alas. O Rev. Clancy Thompson era Superintende da ala brasileira neste ano. Saímos 50 membros em 1955 para 359 membros em 1964 – um índice de 600% de crescimento.

Foi em 1964 que surgiram as Igrejas de Cidade Ademar, Jardim Pinhal, Rio Preto e Vila Bonilha e trabalharam juntos construindo e instalando os tabernáculos nestas Igrejas os missionários Roy Kenny e Clancy Thompson. O Pr. Thompson ainda auxiliou o Sr. Roy Kent com os tabernáculos para Vila Gustavo e Vila Sabrina. O Pr. Thompson, profissionalmente, era um marceneiro muito hábil, por isso teve grande participação na construção e instalação dos tabernáculos. Em 23.08.1964 a IMeL de Pinhal foi organizada com 20 membros, hoje com 207 membros, 5 ministros leigos, um pastor de tempo integral e mantenedora de uma ONG, a Sociedade Família Cristã, fundada no ministério do Pr. Manoel Roberto Olívio e sua esposa Maria de Lourdes. Estiveram presentes na organização da Igreja de Pinhal os missionários Clancy Thompson, superintendente do Concílio Anual Sul Americano, e Roy Kenny, pastor da Igreja-mãe, Vila Galvão.

Foi em 1965 que a IMeL no Brasil recebeu a visita da Equipe VISA dos Estados Unidos pela primeira vez.
Devido a dificuldades de autonomia num concílio com três idiomas e culturas diferentes, é solicitado o desmembramento, o qual foi concedido.

Então, em janeiro de 1966, sob a presidência do bispo Paul N. Ellis, foram organizados: o “Concílio Anual Paulista” e o “Concílio Anual Nikkei”, no Brasil, e o Concílio Provisional Paraguaio. Cada qual passou a seguir o seu caminho, com estruturas próprias. O Concílio Nikkei iniciou esta nova fase com 1.511 membros e o Paulista, com 318 membros.
Em 1966 a IMeL entra em nova fase. Com a separação das duas alas, cada Concílio procurou se desenvolver em sua área de atuação. O Rev. João Mizuki foi eleito o Superintendente do Concílio Paulista nesta fase de transição e de novidades.

Em 1967 o Rev. Thompson voltou a ser o Superintendente, permanecendo ainda em 69.
No ano de 1968 Howard e Janice Snyder chegam ao Brasil, ficando até 69 em Campinas estudando o português, vindo em seguida para São Paulo. Passaram a morar na casa que faz parte do prédio da Faculdade, e o Pr. Snyder dava aulas na Faculdade e atuava como deão. Também trabalhou como pastor assistente em Cidade Ademar, entre 69-70, e em Jardim Pinhal em 73 e 74. Mas sua estada no Brasil terminou em 1975. Embora tenha estado pouco tempo no Brasil, este período foi importante no seu desenvolvimento teológico e no principal interesse de estudo que são os movimentos de renovação da Igreja. Foi aqui no Brasil que ele completou seu famoso livro “Vinho Novo e Odres Novos”.

Em 1968 foi comprada a propriedade da Rua Domingos de Morais para a Faculdade de Teologia.
Em 1970 as Igrejas de Cidade Ademar e de Mirandópolis, esta pastoreada pelo Pr. Thompson, iniciaram o trabalho em Jardim Rey, comprando o terreno e construindo o primeiro templo.

Também em 1970 o já Concílio Paulista designa os Kings novamente para Vila Bonilha. A Igreja tinha comprado um terreno e erigido um tabernáculo. Como a Igreja começou a crescer rapidamente, entenderam que Deus os estava guiando a comprar o terreno na esquina acima da Igreja. Fizeram isto e mandaram fazer o desenho do novo templo.

Neste mesmo ano o Rev. Harold Ryckman retorna ao Brasil. Como ficara viúvo, ele retorna após segundas núpcias com a missionária Lucile Damon. O trabalho deste casal seria para auxiliar na direção da Faculdade e na liderança do ainda jovem Concílio Paulista.

Em janeiro de 1971 o casal Thompson volta para os Estados Unidos e pastoreiam a IMeL de Clarkston, Michigan, por 15 anos e dois meses. Mas eles voltariam! Para compensar esta saída, chegam ao Brasil o casal Douglas e Elizabeth Smith. Este casal se notabilizou pela integração junto ao povo brasileiro, desenvolvendo um bom ministério de ensino. O Pr. Douglas Smith foi Superintende do Conbras e professor e Reitor da Faculdade de Teologia e a Dona Beth foi Presidente da Federação Feminina por vários anos. Foram também os fundadores da Igreja do Aeroporto.

É em 1971 que o Concílio Paulista muda de nome para Concílio Brasileiro, profetizando seu caminho em expandir a obra metodista livre para todo o território nacional. Assim o primeiro Superintendente do ConBras foi o missionário Harold Ryckman.

Em janeiro de 1972 começam a construção do templo de Vila Bonilha com a ajuda da equipe VISA. O Rev. José Emerenciano era pastor assistente do Pr. King e o casal Emerenciano ajudaram bastante neste projeto. O novo templo em Vila Bonilha foi dedicado pelo Superintendente, Expedito Vicente Calixto, em julho de 1972. Após esta realização, ainda em 72, os Kings pediram uma licença à Junta Missionária para lecionar Educação Cristã na Universidade de Asbury, em Wilmore, Kentucky, por motivos familiares.

Após o desmembramento das alas japonesa e brasileira em 1966, a ala brasileiro desenvolveu um rápido crescimento: de 318 membros, chegamos a 1973 com 646 membros (101% de crescimento), e três novas Igrejas foram organizadas.

De 1974 a 1975 o casal Owsley serviu ao Senhor na IMeL de Vila Morais quando ela ainda se reunia em um dos tabernáculos portáteis. A Igreja era composta em 97% de jovens muito animados. Ao entregar o pastorado ali para o Pr. Expedito, o Pr. Clarence falou da visão que tivera: a chegada de caminhões de tijolos e material de construção para levantar um novo templo. E Deus cumpriu a visão!

Em 1976 o Pr. Clarence Owsley cooperou por seis meses em Cidade Ademar e Jardim Rey. Nos domingos à tarde era realizada a Escola Dominical em Jd. Rey com 20 a 25 alunos. Havia na vizinhança um centro de culto afro que começavam tocar seus tambores exatamente na hora da Escola Dominical. O pastor reuniu a congregação para orar e dentro de poucas semanas Deus atendeu: o barulho desapareceu!

Após os seis meses em Cidade Ademar, os Owsleys foram para os Estados Unidos. Chegando lá levaram à Igreja de Wilmore, Kentucky, um pedido especial de oração: que Deus levasse de volta o Pr. King e a Dona Mary ao Brasil, pois entendiam que isto era o melhor para a obra naquele momento. A resposta de Deus não se fez demorar.

No verão do mesmo ano, o Departamento de Missões Mundiais, pediu ao Rev. King para visitar o Brasil e cuidar de alguns assuntos legais para a Missão por três meses. Nesta curta visita, ele falou no seminário e visitou várias das nossas Igrejas e percebeu quão desanimados os pastores estavam com a falta de crescimento no ConBras. Ao voltar ao EUA o Rev. King enviou um relatório ao Dr. Charles Kirkpatrick, Diretor de Missões, sobre o que tinha visto. No ano seguinte (1977), o Dr. Kirkpatrick convidou o casal para voltar ao Brasil como missionários de carreira. Então, como Neemias fez diante do Rei Artaxerxes, o Rev. King pediu permissão para trabalhar com a Igreja nacional implementando um Plano Qüinqüenal de Evangelismo, Discipulado e Fundação de Novas Igrejas que Deus tinha lhe dado em oração, no que foi atendido.

O que o Pr. King verificou se confirma nos registros históricos. De 73 a 76 o trabalho metodista livre passa por tempos difíceis. Nenhuma Igreja é organizada, há problemas entre os missionários americanos e a liderança nacional. No Concílio Brasileiro há uma queda na membresia de 24% em quatro anos, com decréscimo por 3 anos consecutivos, num total de 100 membros. Refletindo este período difícil, a membresia em 1976 chegava a apenas 557 pessoas.

Então, os King retornam ao Brasil no dia 3 de janeiro de 1978, logo antes do Concílio Anual. No segundo dia do concílio o Pr. King foi eleito Diretor de Evangelismo para o Concílio e nisto viu tanto a providência e aprovação do Plano Qüinqüenal por Deus como uma confirmação do seu retorno ao Brasil. Imediatamente, ele escolheu uma Junta de Evangelismo toda nacional que logo aprovou o Plano Qüinqüenal. Em seguida, submeteu o plano ao Concílio que também o aprovou entusiasticamente. O trabalho em 1978 consistiu em treinar os pastores nos princípios neotestamentários de evangelismo, discipulado e implantação de Igrejas; lançar o plano numa concentração conciliar em Mirandópolis com uma apresentação multimídia, e apresentar o mesmo programa em todas as Igrejas, com a valiosa ajuda do Luiz Roberto da Silva. Isto preparou o caminho para o Concílio começar a alcançar os alvos do primeiro Plano Qüinqüenal (1979-1983).

Durante o primeiro qüinqüênio o Pr. King organizou um Festival de Evangelismo na Pan-American Cristian Academy, em Santo Amaro, com o Pr. Carlos Alberto Bezerra, então da Igreja Quadrangular como pregador, para um público de 500 Metodistas Livres. No segundo qüinqüênio, organizou uma ousada concentração na Praça da Sé em São Paulo com o desfile da C.J.C. na rua Direita, para divulgar a Igreja Metodista Livre e foram enviados os primeiros missionários para o exterior: Leda Gonçalves e Ieda Pires para Israel e a Índia respectivamente.

As metas específicas do primeiro Plano Qüinqüenal eram (a) fortalecer as 10 Igrejas existentes e (b) dobrar a membresia do Concílio Brasileiro de 557 para 1.115 até 1983. Já no segundo Plano as metas foram: a) dobrar a membrezia de 1.115 para 2.230 até 1988, e b) estender a obra fora de São Paulo e implantar novas Igrejas.

Não podemos nos esquecer do querido casal de missionários Lavern e Loretta Blowers que serviu no Brasil na década de 70, pastoreando com muito amor e dedicação as igrejas de Cidade Ademar e Vila Bonilha.
Graças a Deus, a partir de 78, então, o Espírito Santo pode atuar e novamente a IMeL cresce e novas Igrejas são formadas, em ambos os Concílios. No Brasileiro, de 78 a 95, houve um crescimento na membresia de 298,7%, aproximadamente 17,5% ao ano. Foram organizadas 15 novas Igrejas.

Em 1984, os King foram designados pela segunda vez para Cidade Ademar/Jardim Rey, só que nesta época esta Igreja tinha Jardim Rey como sede e Cidade Ademar como congregação. Foi durante seu ministério nesta Igreja que foi corrigida uma injustiça: dois jovens que tinham chamado para o ministério haviam sido afastados da Igreja pelo pastor anterior por causa dos seus pontos de vista sobre a renovação espiritual e os dons espirituais. Reconhecendo o grande potencial destes jovens como futuros pastores e líderes, o Pr. King começou a instruí-los juntamente com outros numa classe da Escola Dominical sobre nossa posição a respeito da renovação, fervorosa religião do coração, o significado de Pentecostes na vida da Igreja e o papel dos dons espirituais na Igreja. Os jovens voltaram a ter um papel ativo na Igreja, começaram a estudar no Seminário com bolsas, formaram-se e provaram ser pastores bem sucedidos no concílio. Os jovens eram: José Ildo Swartele de Mello e Nilson Campos P. Santos.

Em 1986 os Thompsons voltam ao Brasil para uma segunda temporada missionária que durou até 1997. O Pr. Thompson foi designado como “Supervisor do Campo Missionário Nacional” de 86 a 89, contribuindo decisivamente no envio para as missões nacionais dos casais Wilton e Maria, para Monte Santo, Bahia, e Jeconias e Maria do Socorro, para Cajazeiras, Paraíba, que haviam sido preparados pelo Rev. King. Dentro deste processo de crescimento missionário, também foi enviada a missionária Lucila Viana para Belém do Pará a fim de se preparar para trabalhar com as tribos amazônicas.

Em 1988 a IMeL do Brasil, ambos os Concílios, hospedou a Confraternidade Latino Americana.
No inicio da década de noventa, o casal Tony e Lílian Oliveira vieram dos Estados Unidos como missionários para auxiliarem principalmente na Faculdade, onde ministraram aulas de Escatologia, Apocalipse e História da Igreja. Mas, por motivos de saúde e questões familiares permaneceram apenas alguns anos.
Também por esta ocasião, o casal de pastores Raymond e Pamela Babcock também vieram como missionários e trabalharam com as Igrejas de Reimberg no Conbras e de Itapevi no Connik, e o Pr. Ray cuidou dos interesses da Missão e do trabalho de tradução e edição do Livro de Disciplina. Retornaram para os Estados Unidos no ano 2000.

Em 1994 tivemos o privilégio de ter o Diretor de Missões na América Latina residindo em nosso país e fazendo de São Paulo a sua base, pois o Pr. Thompson foi designado para esta função, atuando em 9 países da América Latina e abrindo novos trabalhos em outros 12 países desta região. Mas, com tal sucesso neste trabalho, nós brasileiros acabamos perdendo a presença do Pr. Thompson, pois ele foi designado em 1996 como Diretor de Operações Mundiais da Missão Norte Americana, passando a trabalhar em 60 países no mundo, e indo morar em Indianápolis, Indiana, EUA. Por outro lado, ele continua envolvido no trabalho no Brasil, conseguindo e participando das visitas das equipes VISA, principalmente de Clarkston, para Ibirité, Cuiabá e Monte Santo.

Também em 1994, o Bispo Clyde Van Valin começou a preparar as lideranças dos dois Concílios Anuais e da Faculdade para a realidade da futura emancipação do Metodismo Livre em terras brasileiras. Ele promoveu encontros entre estas lideranças, lançando as bases de uma reaproximação entre as duas alas (Concílios), com o objetivo de que ambas estabelecessem um programa conjunto para a organização do Concílio Geral Provisional Brasileiro. O Concílio Nikkei entendeu ser melhor permanecer da forma como está. Já o Concílio Brasileiro, com o crescimento constante da membresia, dos Estados alcançados, do desenvolvimento da visão missionária e evangelística, além do número de pastores e ministros leigos, caminhou firme rumo à sua autonomia.

Neste mesmo ano, o missionário Rev. L. Daniel Owsley (filho dos missionários Clarence e Beth, que cresceu no Brasil, tornando-se pastor) e sua esposa Hope, foram para o Nordeste para auxiliar do desenvolvimento da liderança ali.

Com os esforços dos irmãos nordestinos e o auxílio do missionário Daniel Owsley, em 1996 foi formado o Concílio Provisional do Nordeste, com as Igrejas de Monte Santo, Cajazeiras e Petrolina.
Os sucessores do Bispo Van Valin, Bispos Richard Snyder e Roger Haskins, continuaram incentivando, auxiliando e orientando os dois últimos superintendentes, Pr. Dorivaldo Puerta Masson e Pr. José Ildo Swartele Mello, no caminho rumo ao Concílio Geral. Assim, em 1998 foi organizada a Comissão de Estudos para organização do Concílio Geral Provisional Brasileiro, sendo eleito o Pr. Nilson Campos P. Santos como presidente.

Em 2000 o Concílio Anual aprovou o Plano de Expansão Nacional, onde cada Igreja Local contribui com 5% de sua arrecadação total para o caixa de Missões Nacionais. Com isto a projeção de crescimento foi superada com folga ao final de 2001 e ao chegar o fim de 2002 ultrapassou-se a projeção em 62%. De 1995 ao final de 2002, o Concílio Brasileiro passou de 2.542 membros para 6.817, ou seja, quase duas mil pessoas a mais que a projeção feita em 98, que era de 4.194 membros. Um crescimento de 168%.

Os missionários Daniel e Hope Owsley serviram em São Paulo, Petrolina e também na região Centro-Oeste, desenvolvendo um trabalho excelente na formação de novos pastores e obreiros, através da extensão de nossa Faculdade de Teologia e também dando um grande apoio as igrejas locais, pregando e ensinando nos cultos e Escola Dominical. Estão periodicamente nas congregações e viajando para darem as matérias aos pastores e líderes dos outros estados da região.

Com o crescimento e amadurecimento do Concílio Brasileiro em todas as áreas, em abril de 2003, o Concílio Geral Norte Americano aprovou o pedido feito pelo ConBras e chegamos ao dia 27 de novembro de 2003 quando iniciamos as sessões conciliares de instalação do Concílio Geral Provisional Brasileiro e a instalação de seu primeiro Bispo, o Pr. José Ildo Swartele de Mello, que é fruto da evangelização da IMeL no Brasil, filho da IMeL de Cidade Ademar.

fonte: http://www.metodistalivre.org.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=174&sg=0&form_search=&pg=1&id=605

Metodista Livre em São José do Rio Preto
Em virtude do falecimento do Pr. Francisco Pinheiro, a IMeL de Rio Preto passou por um período de muita dificuldade, até que em 30 de Julho de 2002, com a supervisão do nosso querido Bispo Ildo, o então Superintendente do Concílio, Pr. Dorivaldo Puerta Masson esteve em Rio Preto, reabrindo os trabalhos que foram coordenados pela esposa do Pr. Francisco, Edna Nunes Pinheiro.

Os trabalhos eram realizados no salão da Rua 19 de Julho, nº 185, no bairro Bom Jesus, mas no ano de 2005 a Igreja foi se expandindo e mudou-se para o salão da Rua São João, 1440, Vila Zilda.

No ano de 2006, o Pr. Antônio Rodrigues abre uma 2ª Paróquia da Igreja Metodista Livre, porém em 2008, ele acaba se juntando à 1ª Paróquia, em virtude do afastamento da Sra. Edna.

Posteriormente, em agosto de 2011 a Igreja acaba se mudando para o salão da Rua Jamil Scaff, nº 61, no Jd Simões, onde está até hoje, próximo ao Shopping Cidade Norte.

Em novembro de 2012, depois de quase dois anos de oração e muito diálogo, o convite feito pelo Pr. Antônio Rodrigues foi aceito pelo Pr. Júlio César Loureiro Ronqui, que tinha sido Delegado da Igreja de Rio Preto de 2005 à 2007 e se formado pela FTML (Faculdade de Teologia Metodista Livre) a assumir os trabalhos da Igreja local.

No dia 17 de Novembro de 2012, o Pr. Júlio César e sua esposa, Pra. Suze Cristina Faustino Ronqui, além de vários irmãos da Igreja Comunidade Apostólica Ágape se juntam ao rebanho da Igreja Metodista Livre de Rio Preto.

No dia 03 de Fevereiro de 2013, o Pr. Júlio César se torna oficialmente e legalmente o Pastor responsável pela Igreja Local de São José do Rio Preto, após Assembléia Geral realizada com a aprovação unânime dos membros.

A nossa história ainda continua, venha fazer parte você também!

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